A recente epidemia de Ebola, causada pelo vírus Bundibugyo, já resultou em mais de 3.000 mortes e mais de duas vezes esse número de casos no Congo Democrático, conforme informado pelo CDC dos EUA. Paralelamente, analistas alertam que cerca de 26 milhões de pessoas na região enfrentam uma crise de insegurança alimentar, um fator adicional que intensifica tanto a propagação quanto a letalidade da doença.
Higiene e nutrição são cruciais
Ao ser enfraquecido pela fome, o organismo torna-se mais vulnerável às infecções. 'Hunger and disease are old companions', afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, em referência ao surto. Alimentos saudáveis podem apoiar a resposta imunológica e melhorar as condições para que medicamentos funcionem corretamente, acelerando a recuperação.
A falta de alimentos adequados pode forçar as pessoas a deixarem suas casas, onde podem espalhar ou contrair a doença de outros membros da comunidade. Como a doença é transmitida por contato, o movimento pode criar novos níveis de infecção. 'O objetivo é manter as pessoas em um único ambiente', explicou Grace Kwakezime Mongame, nutricionista de emergência do Programa Mundial de Alimentos no Congo Democrático.
O Programa Mundial de Alimentos também fornece alimentos às famílias dos pacientes, especialmente às crianças dependentes, para que os enfermos possam descansar e se recuperar sem precisar sair da quarentena para cuidar de seus dependentes.
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