O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a economia argentina como tema central em seu questionamento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro debate presidencial para o segundo turno das eleições brasileiras.
Desafios econômicos
A discussão sobre a economia argentina veio após a coordenação econômica da campanha de Bolsonaro citar o governo de Javier Milei como inspiração para medidas de redução de impostos e burocracia.
No entanto, os indicadores mostram um quadro mais complexo: embora a economia tenha crescido nos dois primeiros trimestres de 2026, a inflação desacelerou, a pobreza voltou a subir e o desemprego persiste.
Crescimento econômico e desaceleração da inflação
O Produto Interno Bruto (PIB) argentino cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, e 2% no segundo trimestre. No entanto, o crescimento foi acompanhado por uma perda de ritmo, com o PIB caindo 0,6% entre abril e junho.
A inflação oficial caiu para cerca de 30% durante os primeiros dois anos de gestão de Milei, após ter chegado a quase 290% no acumulado de 12 meses. Em agosto de 2026, a inflação mensal desacelerou para 1,7%, o menor resultado desde junho de 2025.
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