Antonio Guterres discursa na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York Shannon Stapleton/Reuters Em tom de despedida, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, abriu nesta terça-feira (22) a Assembleia Geral da ONU admitindo a necessidade de uma reforma ampla na organização. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Diante de mais de cem líderes de estado e governo que participam da assembleia, Guterres, que deixa o comando da ONU no fim deste ano, admitiu que a organização está em crise e precisa se reformar para refletir os tempos atuais e fez um apelo por mais freio na Inteligência Artificial. Ele disse que entrega o cargo em um momento em que a humanidade enfrenta quatro grandes testes de poder fundamentais para seu futuro: a paz, a desigualdade, o clima e a inteligência artificial.
Há quase dez anos à frente da ONU, Guterres disse que sua gestão foi marcada por novas guerras e menos respeito ao direito internacional. “Na última década, eclodiram guerras de consequências devastadoras, prolongando-se com uma crueldade execrável. Civis foram alvos de ataques.
Direitos humanos foram atropelados. A fome foi utilizada como arma. Trabalhadores humanitários foram mortos.
O direito internacional foi deixado de lado. As divisões geopolíticas se aprofundaram”, discursou. Esta reportagem está em atualização.
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