A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30.
O principal impasse está na mudança do plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção da empresa de migrar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde.
Reivindicação
A categoria reivindica recomposição condizente com a inflação acumulada e ganho real, apontando que a oferta da estatal ficou bem abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC). Além disso, os trabalhadores reivindicam o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias, além da retomada do pagamento de 200% sobre o repouso ou feriado trabalhado.
A categoria também é contra a proposta da empresa de extinguir gratificações específicas, como a de motoristas, por quebra de caixa e o vale extra de Natal.
Efetivo de 80%
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade. O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, considerou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.
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