A recente conquista do grupo houthis sobre o porto de Mokha e a Ilha Perim no Mar Vermelho representa mais um passo em direção à insegurança energética global. Essa ação amplifica os riscos já presentes na rota do petróleo através do Estreito de Ormuz.

O sistema energético em constante risco

Cada alternativa de rota reduz um risco, mas adiciona distância, custo e outra peça de infraestrutura que precisa ser defendida. O problema não é mais apenas um estreito, uma milícia ou uma guerra, mas um sistema energético que depende de enormes quantidades de combustível para atravessar fronteiras instáveis e corredores aquáticos estreitos diariamente.

A Europa aumentou sua dependência de gás de petróleo russo ao longo das décadas, mas a redução de suprimentos por parte de Moscou em 2022 levou a um aumento nos preços e a uma corrida para preencher armazéns e construir terminais de gás liquefeito (LNG).

A substituição da dependência russa por maior dependência dos Estados Unidos não criou autonomia, mas sim diversificação. Este processo demonstra a mesma verdade estrutural: quem controla o combustível necessário para a Europa a cada dia adquire poder sobre as decisões europeias.