O estudo, publicado nesta semana na revista Science, investiga o uso da psilocibina, substância encontrada em cogumelos psicodélicos, para combater os efeitos colaterais do tratamento quimioterápico.
A neuropatia periférica afeta cerca de três quartos dos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico e causa sintomas como náuseas e dores persistentes, que podem persistir mesmo após a conclusão do tratamento.
Os pesquisadores descobriram que a psilocibina pode proteger as células nervosas, estimulando o transporte de mitocôndrias internas e preservando a atividade elétrica cerebral, crucial para a transmissão de energia.
No teste em roedores, duas doses de psilocibina antes do tratamento quimioterápico evitaram a sensibilidade dolorosa durante seis rodadas de tratamento, sem afetar o sistema imunológico ou interferir no tratamento antineoplásico.
Embora promissor, o uso da psilocibina ainda precisa passar por testes de segurança e eficácia antes de ser adotado como tratamento padrão.
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