O governo dos Estados Unidos revogou nesta quinta-feira, 15 de setembro de 2026, regras que limitavam as emissões de gases de efeito estufa de usinas de energia elétrica, em sua mais recente ação para desmantelar regulamentações ambientais.

A decisão foi anunciada durante uma conferência de imprensa pelo Administrador do Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, durante uma reunião de ministros de energia do G20 em Houston.

Zeldin afirmou que a medida visa 'cortar burocracia' e prometeu que haverá uma diminuição nos preços da eletricidade para os consumidores americanos.

Alterações significativas

A EPA revogou as regras introduzidas pela administração democrata de Joe Biden em 2024, sob a Lei do Ar Limpo, que exigiam que as usinas reduzissem suas emissões de dióxido de carbono em até 90% ou encerrassem operações em 2039.

A medida não apenas revoga iniciativas anteriores, mas também propõe impedir futuras regulamentações sobre emissões de gases de efeito estufa no setor de energia elétrica.

Reações e implicações

A decisão gerou críticas de especialistas em direito ambiental, que argumentaram que as ações da EPA têm justificativas legais contraditórias.

'Vamos ter que analisar o texto final da regra', disse Meredith Hankins, especialista em direito ambiental. 'Mas acho que podemos ver as contradições na superfície. Estou ansioso para vê-las em tribunal.'

Rachel Cleetus, da Union of Concerned Scientists, criticou a decisão, afirmando que a EPA está 'desertando sua missão' e 'fazendo isso de forma cruel'. Ela disse que a agência está 'se alegrando em tomar crédito por isso'.