Um novo relatório do Brookings Institution apresenta evidências de que aumentar o tamanho do arsenal nuclear americano poderia tornar mais prováveis crises nucleares. Isso questiona as argumentações favoráveis a um aumento do estoque nuclear dos EUA em resposta às crescentes capacidades nucleares da China.
Por décadas, o estoque nuclear dos EUA permaneceu estável em cerca de 5.000 armas nucleares. Até recentemente, a maioria dos especialistas concordava que esse número era suficiente para dissuadir adversários de atacar, baseando-se em cálculos que servem como efetivo dissuasão. No entanto, alguns especialistas agora se preocupam que o arsenal americano possa não ser credível para dissuadir simultaneamente a China e a Rússia.
O relatório, escrito pela Brookings senior fellow Melanie W. Sisson, usa evidências de situações históricas em que os EUA fizeram ou receberam ameaças nucleares. Encontrou que eventos como a Crise dos Mísseis Cubanos, confrontos com a Coreia do Norte e ameaças da Rússia de usar armas nucleares na Ucrânia eram mais comuns quando um lado tinha uma vantagem significativa sobre o outro, geralmente os EUA.
Crises foram menos frequentes quando os EUA e seus adversários nucleares se aproximaram de uma paridade nuclear. Outros fatores, incluindo a localização e quantidade de armas nucleares e as doutrinas específicas de política nuclear dos EUA, não mostraram associação consistente com a frequência das crises.
A China tem trabalhado para aumentar seu arsenal nuclear, mas o relatório destaca que o atual arsenal americano ainda pode retaliar em caso de ataque, mesmo se a China e a Rússia formarem aliança contra os EUA.
Sisson argumenta que em vez de gastar bilhões para expandir o arsenal nuclear, os EUA deveriam focar em melhorar a sobrevivibilidade e a resiliência. Ela sugere que o país deve fortalecer as capacidades de sua frota submarina nuclear e se concentrar mais em defender seus sistemas de comando e controle nucleares contra possíveis ataques cibernéticos baseados em IA, que podem degradar ou desabilitar a capacidade dos EUA de usar suas armas nucleares em resposta a um ataque.
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