A avaliação entre interlocutores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que o início do quarto mandato exigirá um ajuste fiscal, com ênfase na contenção e revisão de despesas, mas sem caracterizar um estelionato eleitoral.

Compromisso com promessas

O compromisso é preservar os benefícios e programas sociais defendidos durante a campanha, evitando qualquer sinalização de que o governo pretende descumprir suas promessas.

A decisão de não antecipar medidas ou metas é estratégica: o governo não quer criar expectativas que, caso não sejam integralmente atendidas, provoquem frustração e reação negativa do mercado.

Escolha do futuro ministro da Fazenda

A escolha do futuro ministro da Fazenda está diretamente vinculada a esse plano. O ministro terá a missão de equilibrar as demandas da rua e da Faria Lima, fazendo a interlocução política e econômica e transformando o ajuste em medidas concretas.

"Não há vários cenários sobre a mesa. Há um caminho estreito", afirmou uma fonte.