No ano de 2018, o Fundo Amazônico apoiou um projeto que beneficiou 614 famílias em comunidades tradicionais da Amazônia brasileira, envolvidas na quebra de coco de babassu. As famílias, localizadas no estado do Tocantins, estavam ameaçadas pela expansão da agricultura de soja e pecuária. O objetivo era fornecer apoio financeiro para a produção de óleo, farinha e artesanatos a partir desta fruta amazônica, além de reforçar o papel dessas famílias como guardiãs da floresta.
No entanto, a promessa foi interrompida. Em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro assumiu a presidência do Brasil e iniciou seu agenda de esquerda, que incluiu o desmonte dos quadros ambientais do país e o congelamento das contribuições do Fundo Amazônico. Criado em 2008, inicialmente com doações de Noruega e Alemanha, o fundo teve como objetivo recompensar o Brasil por sua redução bem-sucedida da desflorestação na Amazônia. Ao longo de 18 anos, ele beneficiou 288 mil pessoas e apoiou 144 projetos relacionados à restauração florestal, produção sustentável, combate a incêndios, fiscalização e monitoramento de crimes ambientais e questões indígenas.
Em janeiro de 2023, Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu a presidência, revivendo as operações do Fundo Amazônico. O projeto de babassu, liderado pelo grupo Alternativas para Agricultores Pequenos do Tocantins (APA-TO), foi novamente considerado e iniciado em abril de 2026. 'O projeto ficou paralisado por quase 10 anos', afirma Selma Yuki Ishii, coordenadora do projeto e diretora técnica da APA-TO.
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