Hungary libera arquivos do serviço secreto comunista após 36 anos
Neste dia 4 de novembro, 36 anos depois do início da repressão soviética em 1956, a Hungria finalmente libera os arquivos do seu antigo serviço secreto comunista. Essa decisão representa um passo significativo na reconstrução da memória histórica do país.
Reconhecimento histórico
A decisão do governo húngaro, liderado pelo Primeiro-Ministro Peter Magyar, de liberar os arquivos dos informantes do serviço secreto é vista como um marco histórico. Magyar e seu partido Tisza haviam prometido essa medida caso fossem eleitos, mas a liberação só ocorre agora, após três décadas de debates acalorados sobre como tratar esses arquivos sensíveis.
Debate prolongado
Havia uma longa campanha dos cidadãos húngaros pela liberação desses arquivos. Após a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim da dominação soviética, ativistas civis e partidos políticos menores exigiram a publicação desses arquivos. No entanto, o primeiro primeiro-ministro pós-comunista József Antall, um conservador, e o partido governante Fidesz, liderado por Viktor Orbán, rejeitaram a ideia.
Desde 1997, os cidadãos húngaros podem consultar seus próprios arquivos, mas nunca foram capazes de descobrir os nomes dos informantes. A lei relevante era interpretada de forma ampla, permitindo que agências governamentais impedissem a transferência dos arquivos do serviço secreto para os arquivos históricos sob a alegação de comprometer a segurança nacional.
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