Estudos realizados pelo Southwest Research Institute (SwRI) indicam que colisões gigantes podem eliminar oceanos subterrâneos em pequenas luas geladas do sistema solar. O trabalho, publicado na revista Nature Astronomy, analisa como tais impactos afetam a presença e a persistência desses oceanos.

Luas como Encélado e Mimas, de Saturno, e Miranda e Calisto, de Urano, são candidatas a 'mundo oceanográfico', possuindo grandes volumes de água sob suas camadas de gelo. No entanto, essas luas apresentam características que levantam dúvidas sobre sua origem inicial.

Colisões disruptivas

A SwRI definiu colisões disruptivas como aquelas em que o maior fragmento restante é menor que metade do tamanho do alvo original. Isso significa que a colisão realmente quebra a luna em pedaços significativos.

A equipe combinou modelos de hidrodinâmica suavizada (SPH) e de evolução térmica estrutural para simular colisões e o desenvolvimento subsequente das luas. Os resultados mostraram que colisões de grande escala afetam principalmente a espessura e a longevidade dos oceanos, mas não criam novos oceanos.

Efeito da energia

A energia liberada durante colisões dissipa-se rapidamente, dificultando a formação de oceanos. Isso é comparado ao aquecimento de batatas assadas, onde as partes menores esfriam mais rapidamente.