A venda agressiva nos títulos soberanos globais está exposto a preocupação dos investidores de que a inflação possa se tornar persistente, especialmente diante de crescentes gastos governamentais e tensões geopolíticas.
Impacto nas taxas de juros
O aumento dos rendimentos das dívidas governamentais em diversos países, incluindo Estados Unidos, Japão e Reino Unido, reflete essa preocupação. Os rendimentos das dívidas a longo prazo também atingiram níveis multianos ou decenais.
Emma Moriarty, gestora de carteira da CG Asset Management, afirma que características estruturais da economia global mudaram, criando forças inflacionistas em vez de deflacionistas.
Jon Cunliffe, da JM Finn, destaca que, embora as pressões inflacionárias cíclicas possam moderar, os investidores não devem esperar por uma volta ao período de inflação baixa e estável entre 2010 e 2020.
Haig Bathgate, CEO da Callanish Capital, prevê que a inflação persistente será característica dos mercados futuros, a menos que haja uma reversão drástica nos gastos públicos.
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