Uma investigação urgente foi iniciada para apurar as causas das mortes de 15 elefantes na região sul do Quênia, nas proximidades do Parque Nacional Amboseli. O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) informou à BBC que especialistas estão analisando os cadáveres e realizando exames de tecidos enviados a laboratórios para determinar se as mortes foram ocasionadas por doenças, envenenamento ou outros fatores.
Mortes sem precedentes na região
A área em questão, conhecida como ecossistema Amboseli, é um vasto território que se estende até a fronteira com a Tanzânia e é renomada pela sua rica vida selvagem. Segundo autoridades locais, essa é a primeira vez em décadas que se registra um número tão elevado de mortes de elefantes na região, que tem se destacado por seus esforços bem-sucedidos no combate à caça furtiva.
O KWS afirmou que, até o momento, não há indícios que apontem para uma única causa das mortes. Os cadáveres encontrados incluem elefantes de diferentes idades e sexos, sugerindo que as fatalidades não se restringem a uma única família ou grupo demográfico. As mortes ocorreram ao longo de um mês, entre 24 de junho e 24 de julho de 2026, e todos os registros foram feitos fora do Parque Nacional Amboseli.
Localização das descobertas
O chefe de comunicação do KWS, Duncan Wanyama, declarou à mídia local que os corpos foram encontrados em diversas localidades ao redor do parque, a uma distância que varia entre 15 e 30 quilômetros de suas fronteiras. A situação é alarmante, uma vez que o ecossistema Amboseli abriga mais de 2.000 elefantes, conforme dados do Amboseli Trust for Elephants, que monitora os movimentos desses animais desde 2025.
A morte de tantos elefantes em um curto período levanta questões sobre a saúde da população local e os fatores ambientais que podem estar contribuindo para essa tragédia. As investigações continuam, e as autoridades estão em alerta para qualquer indício que possa esclarecer o que está ocorrendo na região.
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