A viagem da BBC pela estrada mediterrânea no sul da Líbia, perto da fronteira com Israel, revela um cenário desolado. Cultivos abandonados e edifícios destruídos pelos ataques aéreos israelenses, em número incalculável, estão em ruínas.

Contexto histórico

Esta região é o coração da comunidade xiita libanesa, onde o movimento paramilitar e político Hezbolá recebe grande apoio. Desde o início dos anos 2000, Israel invadiu esta área três vezes durante conflitos contra o Hezbolá. A mais recente invasão começou em março, após o Hezbolá disparar foguetes em Israel após o assassinato do líder supremo iraniano.

Visita à área ocupada

Em uma missão humanitária recente, a equipe da BBC acompanhou a força de manutenção da paz das Nações Unidas (Unifil) no Líbano. Os militares israelenses continuaram a destruição de vilas inteiras e os ataques aéreos ocorreram mesmo após o fim do cessar-fogo em junho.

Israel controla cerca de 5% do território libanês, estendendo-se até 10 km da fronteira. As forças israelenses construíram estradas de serviço, movimentaram soldados intensamente e usaram residências como abrigos, algumas cobertas por redes para proteção contra drones explosivos do Hezbolá.

Segundo Unifil, Israel estabeleceu quatro novas bases nas áreas invadidas, totalizando nove posições. Após a última guerra contra o Hezbolá em 2024, Israel manteve presença em cinco pontos, violando o acordo que encerrou o conflito.