Laser de perovskita mantém estabilidade após 400 milhões de pulsos
Em um estudo publicado na revista Advanced Optical Materials, pesquisadores da Universidade de Vilnius (VU) demonstraram estruturas de laser baseadas em perovskita que mantiveram estabilidade após mais de 400 milhões de pulsos. Os resultados abordam um dos principais desafios que limitam o uso prático desses materiais.
A perovskita é um material promissor, similar ao grafeno, que passou anos sendo estudado em laboratórios devido ao seu potencial antes de ser adotado pela indústria. Hoje, ela é amplamente aplicada em energia solar, eletrônica e baterias. No entanto, a instabilidade desses materiais tem sido um grande obstáculo para sua utilização.
Desafios e soluções
Os pesquisadores, liderados por Abdul Mannan Majeed, um doutorando, e Dr. Patrik Ščajev, trabalharam para superar esses desafios. Usaram o método de spin-casting para produzir perovskita com menor teor de chumbo, substituindo parte dele por zinco.
O processo de teste envolveu experimentos com microscopia confocal de alta resolução, realizados por Dr. Augustas Vaitkevičius. Essa técnica permite medir como a luz emitida pelos perovskitas depende das suas propriedades químicas e composição.
Processo complexo e minucioso
A perovskita é um material delicado que tende a absorver umidade do ar e dissolver-se, alterando suas propriedades químicas. Para realizar os testes, os pesquisadores usaram um microscópio multifuncional com sistema de escaneamento por laser. A luz laser é direcionada através de um lente objetiva para os amostras, focada em um ponto de largura aproximada de um fio de cabelo humano.
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