Do campo à indústria, o leite é submetido a uma série de testes para assegurar sua qualidade e segurança. A análise começa na ordenha, realizada cedo pela manhã, com foco em evitar estresse nas vacas e manter a integridade do produto.
Controle técnico no campo
Em Salto de Pirapora (SP), 33 vacas da raça Jersey recebem alimentação especial, incluindo silagem de milho e grãos, para manter o teor de gordura e proteína. Antes de cada ordenha mecânica, é feito o "teste da caneca preta", que avalia espessura e outras características físicas do leite.
O leite é armazenado a 4 °C até chegar à fábrica, onde permanece refrigerado. Uma fábrica local processa cerca de 3 mil litros por dia, recebidos de oito produtores. Entre os produtos estão queijo fresco, meia cura e o maturado Estrada de Ferro, que já conquistaram sete medalhas nacionais.
Estudo prático em Sorocaba
Em Sorocaba (SP), alunos de engenharia de alimentos e farmácia realizam testes físicos e microbiológicos para identificar fraudes. Uma das mais comuns é a econômica, quando água ou soro são adicionados para aumentar o volume do leite.
A coordenadora do curso de engenharia de alimentos, Eduarda Gonçalves, destaca que os testes são essenciais para garantir a segurança do consumidor. Avaliar o leite que chega à indústria é, segundo ela, decisivo para saber se pode ser consumido.
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