A campanha do presidente Lula (PT) intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral de TV desta terça-feira (8), usando o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil para acusar a família Bolsonaro de servir a interesses estrangeiros.
Propaganda combina críticas com defesa da soberania
O vídeo, antecipado a alguns veículos de imprensa nesta segunda-feira (7), combina críticas aos adversários com a defesa da soberania nacional. A locução inicia com a frase: 'Não podemos esquecer que tem família que usa nossas cores, fala de patriotismo, mas, no final, serve a outro país'. Em seguida, usa a expressão 'traidores da pátria nunca mais'.
A campanha petista continua a estratégia adotada desde a estreia da propaganda eleitoral, em 29 de agosto, combinando a defesa de pautas do governo com ataques a Flávio Bolsonaro. Nas primeiras peças, a campanha destacou a trajetória de Lula, o fim da escala 6x1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a soberania nacional.
No novo vídeo, Lula relaciona a soberania à capacidade de produzir alimentos, às riquezas minerais e à liberdade do país para tomar decisões. 'Nós fomos colonizados muitos anos e não queremos mais ser colonizados', afirma.
A propaganda também destaca investimentos na indústria de defesa e nas Forças Armadas, associando essas medidas à proteção do território brasileiro e à geração de empregos. Em outro trecho, a peça contrapõe declarações sobre os Estados Unidos a uma fala de Lula em defesa do sistema brasileiro de pagamentos: 'O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim'.
Ao final, o presidente retoma a defesa da autonomia brasileira: 'A soberania nacional também significa a gente ser livre e independente para tomar nossas decisões. Sem permitir que ninguém diga o que a gente tem que fazer'.
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