Maduro foi capturado em Caracas e levado para julgamento nos Estados Unidos Reuters O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15) de acusações de tortura a adversários políticos em um tribunal em Nova York. Eles participam de audiência para responder à nova acusação de conspirar para torturar adversários políticos, feita pelo governo Trump na semana passada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As acusações adicionais, apresentadas na quinta-feira passada, ampliaram significativamente o processo criminal dos Estados Unidos contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70.

Anteriormente, os dois se declararam inocentes das acusações de que abusaram do poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína. Seus advogados afirmaram que eles também negam as acusações de tortura. Maduro e Flores, capturados pelos militares americanos em uma operação realizada em janeiro por ordem do presidente Donald Trump e levados para Nova York, devem ser questionados sobre como se declaram em relação às acusações de tortura durante uma audiência de instrução marcada para as 12h no horário de Brasília, perante o juiz federal Alvin Hellerstein, no tribunal federal de Manhattan.

Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan afirmam que Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder no país sul-americano.