Na última quarta-feira, o ministro da Cultura israelense, Miki Zohar, ameaçou revogar a cidadania dos diretores Yuval Abraham e Rachel Szor por sua participação no documentário 'NAZA', que ganhou um prêmio no Festival de Veneza.
O filme, que aborda ataques israelenses contra civis palestinos em Gaza, inclui entrevistas com operadores de inteligência militares. Zohar acusa os diretores de traição e disse que tomará medidas imediatas para revogar suas cidadanias.
Contexto
A obra 'NAZA', que significa 'contagem' em hebraico, retrata as operações militares em Gaza. Os diretores entrevistaram 24 militares e agentes de inteligência em Tel Aviv durante noites.
Segundo os diretores, os entrevistados relataram que os ataques eram sistemáticos e intencionais, refletindo a dehumanização dos palestinos.
Critica e resposta
A ameaça de Zohar foi seguida por declarações do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que chamou os diretores de 'escândalo e vergonha' para Israel.
A revogação de cidadania é possível legalmente em Israel, conforme confirmado pelo Supremo Tribunal em 2022, para casos de 'deslealdade' como espionagem ou traição.
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