O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão Jair Bolsonaro e condenado pela trama golpista. No fim do ano passado, a Primeira Turma do STF fixou uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão para Silvinei Vasques, que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O colegiado também impôs a sanção de perda do cargo público ocupado pelo ex-diretor da PRF.
"DETERMINANDO o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a SILVINEI VASQUES, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de Policial Rodoviário Federal", diz a decisão de Moraes desta sexta. Agora no g1 Vasques integrou o núcleo responsável por utilizar a estrutura da PRF com desvio de finalidade. As principais condutas envolveram o direcionamento de blitzes e operações rodoviárias no segundo turno das eleições de 2022 para dificultar o transporte e a votação de eleitores, especialmente na Região Nordeste, além do monitoramento ilícito de autoridades.
Após responder ao processo em liberdade sob medidas cautelares, Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica na véspera de Natal e cruzou a fronteira. Ele foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, no Paraguai, quando tentava embarcar com destino a El Salvador. O ex-diretor da PRF utilizava o passaporte de outra pessoa e apresentou um bilhete alegando que tinha câncer na cabeça e não conseguia falar para evitar ser interrogado.
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