Meretneith, uma rainha viva há mais de 5.000 anos, pode ter sido uma das primeiras rainhas reais do Egito, segundo novos estudos. Ela era filha provável do terceiro rei da Primeira Dinastia, Djer, período em que os primeiros reis governavam um Egito unificado.

A identificação exata de Meretneith como uma rainha real permaneceu incerta. Seus túmulos estavam cheios de riquezas compatíveis com um rei masculino, indicando que ela poderia ser uma interina ou co-rei. No entanto, a questão de se ela governou sozinha nunca foi clara.

Novo método digital

Nossa pesquisa, publicada na revista Prague Egyptological Studies, usou uma nova técnica digital para examinar hieróglifos em uma foto de um artefato perdido. O texto em questão estava em 13 tampas de argila encontradas em uma tumba desconhecida em Saqqara nos anos 1940.

A localização original do artefato ou da placa fotográfica é desconhecida. Emery, um arqueólogo, afirmou que apenas os primeiros e últimos hieróglifos pertenciam ao rei Djer, mas muitos estudiosos rejeitaram sua afirmação de que os outros dois hieróglifos representavam Meretneith.

Clareando a discussão

Usando uma técnica multistep, isolamos os hieróglifos, invertemos as cores e convertemos a imagem em um gráfico vetorial escalável. Isso produziu uma réplica digital nítida, similar a um rabisco tecnológico de moeda.

A qualidade aprimorada da imagem melhorou significativamente a clareza do texto e é muito mais precisa do que a ilustração manual de Emery.