A indústria elétrica busca alternativas para investir em inteligência artificial (IA) sem comprometer as finanças das concessionárias e prejudicar os demais clientes. Uma proposta recente sugere a criação de GENCOS (geradoras de energia) separadas para financiar esses projetos.

Os GENCOS, historicamente conhecidos como geradoras independentes, proliferaram após a desregulação do setor no início do século XX. Muitas dessas empresas entraram em falência devido a excesso de capacidade, demanda abaixo do esperado e elevada dívida. Diferentemente dessa vez, as concessionárias não são proprietárias dessas GENCOS, evitando que tenham que resgatá-las em caso de dificuldades financeiras.

Segundo especialistas, a ideia é que essas GENCOS sejam afiliadas às concessionárias e financiadas com suas próprias dívidas, separadas das das concessionárias. Isso permitiria que as concessionárias se isolassem dos riscos associados aos projetos de IA, caso eles falhem ou não sejam bem-sucedidos.

No entanto, a implementação desse modelo depende de detalhes cruciais. Por exemplo, a concessionária deve garantir que a GENCOR tenha um contrato para comprar energia por um período determinado, passando todos os custos para a concessionária. Se esse período exceder a vida útil real do projeto de IA, a concessionária e seus clientes podem ficar presos a um contrato que não mais faz sentido.