A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação para apurar um suposto esquema de fraude relacionado à reativação do Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), uma instituição que foi oficialmente liquidada na década de 1960. As investigações indicam que a reativação do banco teria como finalidade a apropriação indevida de um crédito que ultrapassa R$ 1 bilhão.

Alvos da operação

Entre os alvos da operação estão acionistas do Banco de Crédito Móvel S.A. e membros da alta cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). Entre os investigados, destacam-se o vice-presidente da Jucerja, Affonso D’Anzicourt Silva, o secretário-geral, Gabriel Oliveira de Souza Voi, e o ex-presidente do órgão, Sergio Tavares Romay.

Contexto da investigação

A operação é uma resposta a denúncias que apontam para irregularidades no processo de reativação do banco, que, segundo a legislação, não poderia voltar a operar. A fraude, caso confirmada, representa não apenas um desvio de recursos públicos, mas também um impacto significativo na credibilidade das instituições financeiras do estado.

A Polícia Civil não forneceu detalhes adicionais sobre o andamento das investigações, mas afirmou que a operação é parte de um esforço contínuo para combater fraudes e garantir a integridade do sistema financeiro. As prisões e apreensões realizadas na operação visam coletar provas e desmantelar o suposto esquema fraudulento.