Quem assumir a Presidência da República em 2027 terá pouco espaço no Orçamento para implementar novas promessas do governo. Dos R$ 2,826 trilhões previstos em despesas primárias, 90% estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas obrigatórias.

Os números constam do Raio X do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PLOA), elaborado pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (CONOF), com base na proposta enviada pelo governo ao Congresso.

Os 10% restantes, equivalentes a R$ 283,2 bilhões, correspondem às chamadas despesas discricionárias. No entanto, nem todo esse valor está disponível para novas propostas. Dos R$ 283,2 bilhões, R$ 61,2 bilhões são destinados a emendas parlamentares individuais e de bancada, além dos gastos dos demais Poderes, do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU).

Ainda assim, os recursos restantes financiam programas em andamento, investimentos e despesas necessárias ao funcionamento dos ministérios e dos serviços públicos.