O parlamento iraniano está debatendo uma lei que visa restringir os contatos dos cidadãos com o exterior, mas a discussão está revelando contradições sobre o equilíbrio entre segurança e liberdades individuais.

Lei controversa

A proposta, conhecida como 'infiltração bill', exige que os iranianos obtenham a aprovação das agências de inteligência antes de participar de atividades como publicações, cooperação acadêmica, entrevistas com meios de comunicação estrangeiros considerados hostis e participação em conferências científicas ou festivais artísticos.

Parlamentares como o Speaker Mohammad Baqer Qalibaf têm defendido a necessidade de medidas mais rigorosas contra a 'infiltração', mas também alertam sobre a possibilidade de violar direitos e vidas privadas dos cidadãos.

Polêmica interna

Qalibaf já enviou duas das principais disposições da lei de volta ao comitê devido a incertezas, rejeitando a ideia de que as agências de inteligência devem ter poder absoluto para aprovar ou negar contatos internacionais.