A polícia da Espanha removeu o último acampamento montado por imigrantes nas praias de Ceuta, um enclave no norte da África, neste domingo (11), dois dias antes da visita do rei.

Operação de transferência

O trabalho de retirada começou no mês passado, quando um abrigo temporário, com capacidade para 1.700 imigrantes, foi aberto no porto. A polícia realizou a transferência dos imigrantes para barracas temporárias, o que gerou confusão e confrontos.

Imagens exibidas pela emissora estatal espanhola TVE mostraram que a polícia precisou atuar para conter aglomerações de pessoas que queriam garantir um lugar no local. Os migrantes que passaram a noite na praia à espera de um lugar num abrigo temporário aplaudiram inicialmente o início da operação, mas mais tarde surgiram confrontos devido à disputa pelas vagas limitadas disponíveis.

A polícia disparou balas de borracha para o ar e atingiu vários migrantes com cassetetes antes que a situação se acalmasse e a operação fosse retomada.

Cenário atual em Ceuta

Embora a maioria das pessoas que entraram em Ceuta tenha retornado quase imediatamente ao Marrocos, autoridades locais calculam que 13 mil imigrantes permaneceram em Ceuta. Ceuta, com apenas 18,5 km² e cerca de 80 mil habitantes, enfrenta desafios significativos devido à grande quantidade de imigrantes.