Haidar Abu Middain, de 60 anos, caminha por suas terras danificadas, onde um vez floresceram 900 dunums de oliveiras. Antes da guerra, sua família colhia cerca de 1,5 mil toneladas de azeitonas, suficientes para preencher 900 tambores de azeite. No entanto, hoje, apenas 20 ou 30 árvores permanecem, produzindo apenas dois tambores de azeite.
Impacto da guerra
Um ano após o cessar-fogo, autoridades agrícolas estimam que restem apenas 150 mil das 2 milhões de oliveiras que existiam no território de Gaza. A previsão é de uma colheita de cerca de 5 mil toneladas de azeitonas, ante as 40 mil habituais, resultando na produção de apenas 700 toneladas de azeite, contra as 5 mil produzidas normalmente.
A falta de acesso e a destruição de grande parte dos pomares têm levado a um aumento nos preços do azeite. O produto, que antes custava cerca de US$ 170 por barril, agora é vendido por cerca de US$ 500, quase três vezes mais caro.
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