O mercado físico do boi gordo começou a semana com alguns negócios superando as referências médias, em um cenário marcado pela dificuldade na formação das escalas de abate, que atualmente atendem entre cinco e sete dias úteis na média nacional.
Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o setor permanece atento ao ritmo das exportações, que apresentaram embarques diários de cerca de 10,85 mil toneladas em julho, embora tenha havido uma queda em relação ao mesmo mês de 2025.
Iglesias ressalta que houve uma melhora no volume embarcado entre uma semana e outra. Além disso, o Brasil está avançando nas negociações para abrir seu mercado à Coréia do Sul, com uma missão sul-coreana programada para chegar ao país em agosto para inspecionar os frigoríficos brasileiros, uma etapa crucial para a efetivação dessa abertura.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 343,92 — na sexta: R$ 343,33
- Goiás: R$ 327,89 — na sexta: R$ 326,25
- Minas Gerais: R$ 321,76 — na sexta: R$ 320,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 332,61 — na sexta: R$ 332,05
- Mato Grosso: R$ 323,04 — na sexta: R$ 321,76
Mercado atacadista
No mercado atacadista, os preços da carne bovina estão predominantemente estáveis. Iglesias observa que o ambiente de negócios ainda apresenta espaço limitado para crescimento mais consistente, devido à dificuldade da indústria em repassar aumentos de preços ao consumidor, refletindo o baixo poder aquisitivo da população brasileira.
Além disso, as proteínas concorrentes, como a carne de frango, continuam a ser mais competitivas em relação à carne bovina, o que complica ainda mais a situação do setor.
- Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo
- Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com uma alta de 0,62%, sendo cotado a R$ 5,1123 para venda e R$ 5,1103 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 5,0763 e uma máxima de R$ 5,1128.
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