Protestos em todo o país contra gestão do governo sobre crise migratória em Ceuta

Milhares de pessoas protestaram em várias cidades espanholas contra a maneira como o governo lidou com a chegada de migrantes à cidade de Ceuta, situada no norte da África.

A oposição acusa o Primeiro-ministro Pedro Sánchez de abandonar os residentes de Ceuta, enquanto o governo afirma que os partidos de direita estão explorando a situação.

Protestos locais e nacionais

Na quinta-feira, houve protestos locais em Ceuta, onde os participantes gritaram: 'Ceuta não está à venda, Ceuta deve ser defendida'. Em Madrid, mais de 50 mil pessoas participaram de um protesto, liderado pelo líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, e pelo líder do Vox, Santiago Abascal.

Demonstrantes pediram ao Primeiro-ministro que renunciasse.

Crise migratória e reações

Em julho, cerca de 72 mil migrantes atravessaram a fronteira de Ceuta, embora a maioria tenha retornado. Ainda restam entre 5 mil e 10 mil pessoas em condições precárias na cidade.

Os protestos refletem a insatisfação com a resposta do governo, que foi criticada por ser inadequada e tardia.