Duane Davis foi declarado culpado pelo assassinato de Tupac Shakur, mas disse que vai recorrer da decisão Getty Images/BBC Duane Davis sugeriu várias vezes que poderia ter estado envolvido no assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 7 de setembro de 1996. Ele fez isso falando a investigadores da polícia em 2008 e 2009 e, posteriormente, quando publicou um livro sobre sua vida em 2019, intitulado Compton Street Legend. Nele, afirmou: "Sou uma das poucas testemunhas vivas do assassinato de Tupac".

Essas foram algumas das evidências apresentadas pelos promotores responsáveis pela acusação contra Davis, que se tornou nesta segunda-feira (31/08) a primeira pessoa condenada pelo assassinato de Tupac, 30 anos após o crime que marcou a história do hip-hop nos EUA. Davis, que se declara inocente, está preso desde setembro de 2023. Davis foi preso em 2023 pela polícia de Las Vegas Getty Images/BBC Em junho, um juiz permitiu que tanto o livro quanto uma série de depoimentos que Davis concedeu à polícia em 2008 e 2009, sob um acordo de confidencialidade, fossem usados ​​no julgamento, que começou em 17 de agosto.

A defesa de Davis tentou impedir o uso do livro como prova, argumentando que muitas partes haviam sido "ficcionalizadas" para vender exemplares e que é impossível determinar o que é real e o que não é. Mas um juiz considerou que Davis havia assumido todas as declarações do livro como suas e afirmado em várias ocasiões no texto que estava dizendo a verdade.