A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não só freou a guinada à direita na América Latina, mas se tornou também um ponto de inflexão para os Estados Unidos em sua doutrina na região. A vitória de Lula obrigará agora a Casa Branca a recalcular a rota e possivelmente aumentar a influência em outros países latino-americanos, na avaliação de especialistas.

Desde que voltou à Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem buscado ampliar a influência de Washington na América Latina e reivindicou o retorno da Doutrina Monroe, estratégia de política externa criada há 200 anos por Washington para exercer poder sobre a região.

Pressionada pelos EUA, a região, que costuma 'caminhar junto' em alternâncias de poder, reconfigurou seu mapa político nos dois últimos anos, caminhando para a direita. Países como Colômbia, Peru, Costa Rica e Chile se uniram a El Salvador e Argentina.