No final de junho, após Estados Unidos e Irã acordarem cessar hostilidades no Golfo Pérsico por 60 dias, os preços do petróleo caíram. No entanto, dois meses depois, o Brent está cotado acima de US$107 por barril e o WTI se aproxima de US$103, devido a uma grande diferença nos preços do óleo que passa pelo Estreito de Ormuz e aquele que não faz isso.
Ao longo deste período, o Iraque, segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), sofreu severas interrupções em sua indústria petrolífera devido à guerra entre Estados Unidos e Israel, e Irã. A produção teve que ser interrompida e o país teve que oferecer descontos significativos em seu óleo para atrair compradores, mesmo com relatos de que o Irã concedeu uma exceção às cargas de petróleo iraquiano.
O óleo de Basrah Medium, que será carregado no próximo mês, está sendo vendido a um desconto de US$43,06 em relação ao referencial regional Murban, conforme relatado pela Reuters, citando dados da Argus. O Murban, que é o principal blend da ADNOC, está cotado acima de US$127 por barril, destacando a diferença de preços entre o óleo que passa pelo Estreito de Ormuz e aquele que não faz.
Dados de rastreamento de navios mostram que as movimentações via Estreito de Ormuz permanecem baixas, especialmente após os últimos ataques. No dia 14 de setembro, por exemplo, apenas um navio saiu do estreito, enquanto outros dois entraram, todos eles transportadores de gás liquefeito.
Quando o óleo sai do Estreito de Ormuz, os preços aumentam, conforme relatado pela Reuters. Isso ocorre porque, após o perigo passar, a demanda por óleo físico supera qualquer preocupação sobre segurança e seguro. Isso também mostra a resiliência da demanda por petróleo, mesmo com preços significativamente maiores do que no início do ano.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.