Nove mulheres foram encontradas mortas na cidade de Ekurhuleni, na África do Sul, nos últimos dois meses, intensificando preocupações sobre a crise de feminicídio no país.
A última vítima foi encontrada na manhã desta semana em Dawn Park, uma área residencial de Boksburg, a leste de Joanesburgo. A mulher era acreditada estar na casa dos trinta anos e foi descoberta semi-nua e envolta em uma coberta.
A polícia ainda investiga se todas as mortes estão relacionadas, mas afirmou que não há conexões claras entre os casos.
Crise de violência contra mulheres
A Comissão para Igualdade de Gênero da África do Sul (Commission for Gender Equality) afirma que esses assassinatos refletem uma crise mais ampla enfrentada pelas mulheres no país.
"Isso é uma guerra. Parece que as pessoas estão sendo caçadas", disse Princess Eurika Mogane, comissária da comissão.
A Movimentação Nacional de Abrigos de Mulheres da África do Sul (National Shelter Movement of South Africa - NSMSA) informou que seu serviço de emergência 24 horas e abrigos associados estão recebendo mulheres com experiências de abuso cada vez mais severas, incluindo ameaças de morte, stalker, estrangulamento, controle coercitivo e violações repetidas de ordens protetivas.
"Esses são indicadores de uma crise mais ampla em que a violência contra mulheres se tornou profundamente normalizada em muitas comunidades", declarou a organização.
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