Uganda está se preparando para entrar no mercado de exportação de petróleo, mas o lançamento de sua nova variedade de petróleo, chamada Pearl Sweet, será mais difícil do que parece. A produção de dois projetos do país deve chegar a 230 mil barris por dia (bpd) em seu ponto máximo, abrindo uma fonte de receita ainda não explorada para a economia de um país que é território interno.
No entanto, a alta quantidade de cera no petróleo requer aquecimento desde as instalações de produção até seu destino, aumentando custos e limitando o número de compradores potenciais. Com prazos de produção atrasados e a infraestrutura de exportação ainda incompleta, Uganda enfrenta desafios para transformar seus reservatórios em um negócio comercial competitivo.
Detalhes dos projetos
A produção ocorre nas proximidades do Lago Albert, no Vale Graben Albertino, com propriedade compartilhada entre TotalEnergies (56,67%), CNOOC da China (28,33%) e UNOC da Uganda (15%). A perfuração de desenvolvimento começou em janeiro de 2023 no poço Kingfisher e em junho do mesmo ano no poço Tilenga. O poço Tilenga, operado pela TotalEnergies, tem estimativas de recursos recuperáveis de 1,2 bilhão de barris e deve produzir 190 mil bpd, enquanto o poço Kingfisher, operado pela CNOOC, tem cerca de 270 milhões de barris e almeja 40 mil bpd.
Seus produtos serão misturados na fábrica compartilhada Kabaale em Hoima, formando a Pearl Sweet.
Rota de exportação
A rota de exportação passa pelo porto de Tanga, na Tanzânia, através da East African Crude Oil Pipeline (EACOP), que custou US$ 5,6 bilhões. A extensão da EACOP é de 1.443 km, com cerca de 20% em Uganda e o restante na Tanzânia. Projeto projetado para transportar até 246 mil bpd, usará 27 estações de aquecimento para manter o petróleo em torno de 50°C. A construção foi relatada como 92% concluída em setembro, mas a conexão de energia elétrica também é um desafio crítico.
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