Hunga Tonga-Hunga Ha'apai eruptiu no Pacífico Sul em janeiro de 2022. No entanto, pesquisadores agora descobriram um efeito inesperado dessa erupção: a nuvem vulcânica parece ter ajudado a destruir parte do metano poluído emitido pelo próprio vulcão.

A descoberta pode ter implicações além de uma única erupção. Os cientistas estão cada vez mais interessados em maneiras de reduzir o metano na atmosfera, pois este gás contribui significativamente para o aquecimento global e desaparece mais rapidamente do que o dióxido de carbono. Compreender como a natureza pode acelerar esse processo pode eventualmente ajudar os cientistas a desenvolver novas estratégias para frear o aquecimento global a curto prazo.

Um sinal estranho na nuvem vulcânica. Os pesquisadores fizeram a descoberta usando observações por satélite da enorme pluma criada pela erupção. Eles detectaram níveis excepcionalmente altos de formaldeído, uma substância que forneceu uma importante pista sobre o que estava acontecendo na nuvem.

O formaldeído é produzido brevemente durante as reações químicas que quebram o metano na atmosfera. Porque sobrevive apenas por alguns instantes, grandes quantidades de formaldeído podem atuar como um rastro químico mostrando que a destruição de metano está ocorrendo ativamente.