O presidente Donald Trump teve reuniões separadas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. As conversas foram descritas pela Casa Branca como "positivas e produtivas". Ambos os líderes estavam na cidade para o funeral do senador Lindsey Graham, defensor de Israel e apoiador da ajuda americana à Ucrânia, que faleceu no início deste mês.

Zelensky e Trump abordaram a expectativa da Ucrânia de receber apoio dos Estados Unidos para fortalecer suas defesas aéreas. Antes do encontro, o presidente ucraniano esperava que Trump cumprisse uma promessa feita na cúpula da OTAN, que ocorreu neste mês, de conceder à Ucrânia uma licença para produzir mísseis interceptores Patriot.

A Ucrânia tem buscado esses mísseis americanos, que, segundo Kyiv, poderiam ser utilizados para proteger cidades ucranianas contra ataques crescentes de drones e mísseis balísticos russos.

Produção de Mísseis Patriot

Embora não tenha havido confirmação oficial dos Estados Unidos sobre assistência militar à Ucrânia, Zelensky afirmou após a reunião que Trump concordou em fornecer licenças para a produção interna de mísseis Patriot. "Ele aceitou que nos dará licenças", declarou o líder ucraniano à Fox News, acrescentando que também se reuniu com representantes de empresas militares americanas.

O presidente ucraniano expressou esperança de que a co-produção seja possível, destacando a importância de tais sistemas para a defesa do país. O Patriot é um dos poucos sistemas de defesa aérea capazes de interceptar mísseis balísticos, que a Rússia tem utilizado cada vez mais para bombardear cidades ucranianas. Cada bateria pode rastrear até oito alvos simultaneamente e detectar mais de 100.

No entanto, o custo de cada míssil Patriot é elevado, estimado entre 3 a 5 milhões de dólares. Zelensky e o exército ucraniano já afirmaram que o país precisa de 25 sistemas interceptores Patriot. Além de fortalecer a capacidade militar da Ucrânia, a produção doméstica desses mísseis poderia ajudar a aumentar a popularidade de Zelensky, em meio a recentes protestos contra sua decisão de demitir um ministro da defesa popular.

Encontro com Netanyahu e Tensão com o Irã

Na sequência da saída de Zelensky, Netanyahu chegou à Casa Branca para discussões que deveriam se concentrar no conflito com o Irã. As relações entre Trump e Netanyahu se tornaram mais tensas nos últimos meses, com o presidente americano criticando Israel por continuar ataques no Líbano e ignorar um cessar-fogo.

Após a reunião, Trump mencionou em uma postagem breve no Truth Social que o encontro foi "muito bom". Netanyahu, por sua vez, afirmou à mídia israelense que ambos tinham "um entendimento de um objetivo comum, garantir que o Irã não tenha armas nucleares". Ele descreveu a conversa como uma das melhores que teve com o presidente dos EUA.

Enquanto isso, o comando militar dos EUA informou que forças iranianas tentaram um ataque surpresa contra tropas americanas no Oriente Médio, mas todos os mísseis foram interceptados. Forças dos EUA e da Arábia Saudita também atacaram proxies iranianos no leste do Iraque, que supostamente tinham disparado drones contra a infraestrutura energética saudita.