Em 2022, pelo menos 124 defensores ambientais foram mortos ao defender seus ecossistemas contra destruição ou degradação, conforme relatório da Global Witness.
A diminuição dos fundos internacionais por parte dos países ricos afetou organizações que apoiam os defensores ambientais, destacou Juliana Vélez Echeverri, da Global Witness.
Conflitos por terras e perseguição
Os conflitos por terras foram responsáveis por mais de metade dos assassinatos de defensores ambientais no ano passado. Cerca de um terço das vítimas eram indígenas.
Colômbia liderou o ranking mundial com 39 mortes, seguida pelo Brasil com 26. A Colômbia viu um aumento na plantação de coca, que está provocando conflitos sobre terras, colocando os defensores em risco.
No Brasil, os assassinatos ocorreram principalmente nas fronteiras da Amazônia, onde mineradores, madeireiros e pecuaristas estão invadindo ilegalmente a floresta.
Mortes em regiões específicas
O relatório indica que a América Latina registrou 85% dos assassinatos, tornando-a a região mais perigosa para os defensores ambientais. Este é o quinto ano consecutivo que a região mantém esse título.
Outros países, como Filipinas, também registraram mortes, mas a taxa foi menor. No entanto, a Indonésia moveu-se para criminalizar a atividade política e regimes russos e centrais asiáticos trabalharam para desacreditar adversários políticos através de campanhas online.
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