Expertos da ONU afirmam que instituições estatais bielorrussas têm colaborado para reprimir críticos do governo através de detenções, prisões e vigilância desde 2020.

Ao apresentar um relatório nesta semana à Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, os especialistas independentes relataram que tribunais, polícia, serviços de segurança, promotores e autoridades penitenciárias trabalharam juntos para silenciar tanto críticos reais quanto percepção de críticos do presidente Alexander Lukashenko, que está no poder desde 1994.

O relatório destaca violações sistemáticas de obrigações internacionais de direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias, tortura, negação de garantias legais, julgamentos fechados e continuação da perseguição de ex-detentos.

Ajudas humanitárias relataram que as violações descritas no relatório continuam até hoje e que o judiciário tem desempenhado um papel crucial ao legitimar abusos e negar aos vítimas mecanismos eficazes de reparação.