Agosto foi o mês mais quente registrado, empatado com julho de 2023, conforme informou a agência climática da União Europeia (UE). A combinação de mudanças climáticas e a influência crescente de El Niño levaram a temperaturas que superaram em 1,65°C os níveis pré-industriais.

A temperatura de 1,65°C acima dos níveis pré-industriais representa um aviso sobre a tendência de ultrapassar o limite crítico de 1,5°C, estabelecido pelos países para evitar as piores consequências do aquecimento global.

O mês também marcou o verão mais quente na Europa Ocidental desde registros iniciados, com temperaturas extremas que superaram o calor letal de 2003.

Segundo a agência Copernicus, o mês de agosto foi 'um período notável na história climática global', com impactos sentidos por comunidades, economias e ecossistemas ao redor do mundo.

Simon Stiell, chefe das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, afirmou que o recorde mostra claramente o impacto humano no clima.