Nova análise química das amostras de Bennu, coletadas pela missão OSIRIS-REx da NASA, está reescrevendo a compreensão dos cientistas sobre como o Sistema Solar formou-se há cerca de 4,5 bilhões de anos.
A pesquisa, publicada na revista Science Advances, indica que Bennu pode ter nascido em uma região onde material do interior e exterior do Sistema Solar se misturaram, com Júpiter desempenhando um papel surpreendente na sua formação.
Bennu's Chemical Fingerprint Reveals Its Cosmic Relatives
Os pesquisadores da ETH Zurich analisaram isótopos de ferro, titânio e cromo, descobrindo que esses elementos estão distribuídos de forma muito uniforme em Bennu. Isso indica uma forte relação química entre Bennu, o asteroide Ryugu e os meteoritos primordiais conhecidos como CI meteorites.
Esses meteoritos são raras rochas carregadas de carbono que datam do início do Sistema Solar e têm uma composição química semelhante à de Bennu e Ryugu, sugerindo que seus ingredientes originais provêm de um mesmo repositório de poeira cósmica antiga.
Scientific Discovery of Bennu's Unexpected Birthplace
Para muitos anos, os cientistas acreditavam que asteroides primitivos como Bennu nasceram no exterior do Sistema Solar, talvez em regiões distantes onde os cometas também se formaram. No entanto, a nova análise sugere que Bennu pode ter nascido em uma área onde o material do interior e exterior do Sistema Solar se misturaram.
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