A American Psychological Association (APA) lançou um relatório que alerta sobre o engajamento excessivo com tecnologias educacionais, destacando que isso não necessariamente significa aprendizado real. O documento, intitulado 'Children's and Adolescents' Learning with Educational Technology', argumenta que a capacidade dos alunos de aplicar novos conhecimentos em contextos diferentes é um indicador mais forte de aprendizado do que o tempo gasto em telas.

O relatório, composto por especialistas em psicologia cognitiva, psicologia educacional e tecnologia educacional, oferece 10 recomendações baseadas em evidências para garantir que a tecnologia promova aprendizagens significativas. Entre elas, destaca-se a importância de priorizar ferramentas que construam conhecimento duradouro e habilidades generalizáveis.

Engajamento vs. Aprendizado

A APA afirma que mesmo se os alunos estiverem altamente engajados em aplicações, como clicando frequentemente ou interagindo com recompensas, isso não garante que estejam aprendendo. Especialistas recomendam que pais e educadores sejam cautelosos com marketing que promete resultados acima do que a pesquisa científica indica.

Riscos especiais com AI

Especialistas sugerem que educadores tenham cuidado ao introduzir ferramentas de inteligência artificial (IA) nos ambientes de aprendizagem. Enquanto a IA pode ajudar a produzir melhores trabalhos, ela não necessariamente melhora a competência dos alunos.