Artistas aborígenes do território de Arnhem Land, no nordeste do Austrália, começaram a pintar seres ancestrais gigantes nos séculos XIX e XX, conforme aponta estudo publicado na revista Australian Archaeology.
Grandeza nas pinturas
O trabalho, liderado pelo arqueólogo Paul Taçon da Griffith University, identificou 29 imagens de seres chamados Rainbow Serpent, distribuídos em 21 locais, sendo a maior concentração registrada no território Awunbarna, também conhecido como Mount Borradaile.
Entre as representações, destaca-se um ser com mais de 6 metros de comprimento, descrito como uma grande cobras com cabeça de crocodilo e dentes afiados. O estudo também registra a única imagem conhecida de baleia em todo o território australiano, além de um ser humano gigante superior a 2 metros.
Contexto histórico
O trabalho foi desenvolvido entre 2018 e 2026, com colaboração do tradicionalista Charlie Mungulda. As pinturas foram feitas com argila de tubo branco, que se desgasta em poucos séculos, e muitas estão sobrepostas a arte mais antiga.
Os pesquisadores concluem que as imagens foram produzidas pós-contato com europeus, em resposta à transformação cultural. As representações de seres poderosos estavam ligadas a crenças tradicionais e rituais, ajudando a manter o vínculo com a terra e as comunidades.
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