O Banco Central (BC) reafirmou nesta terça-feira (22) que manterá 'perseverança, firmeza e serenidade' na condução da política de juros, pois isso colaborará para a 'reancoragem das expectativas', ou seja, trazer as projeções de inflação para as metas dos próximos anos, com menor custo para a economia.

A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia caiu de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido da Selic.

BC mantém juros baixos

No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

A Selic é o principal instrumento do BC para conter a inflação, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Quando a taxa sobe, por exemplo, o crédito fica mais caro, o que reduz empréstimos, investimentos, o consumo e ajuda a conter a inflação.

Inflação em queda

O Copom avaliou que as 'evidências de transmissão' dos juros altos para a atividade econômica 'têm se acumulado gradualmente'. No entanto, as estimativas de inflação dos agentes econômicos para os próximos anos (um dos principais indicadores para a definição da taxa de juros) continuam acima da meta de inflação.