O Brasil deve produzir mais de 180 milhões de toneladas de soja na safra 2026/2027, segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A maior parte será colhida e entregue a partir de janeiro de 2027, justamente quando o PIS e a Cofins deixam de existir e passa a ser cobrada a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Para produtores rurais, cooperativas, cerealistas e agroindústrias, a dúvida deixou de ser teórica. Trata-se de saber quem suportará o novo tributo em contratos que, em muitos casos, já estão assinados.

Operação passa a ser tributada

Para boa parte da cadeia, a mudança é maior do que a troca de um tributo por outro. Hoje, a venda de soja em grão no mercado interno ocorre com suspensão do PIS e da Cofins, regime que deixa de existir em 1º de janeiro de 2027. A cerealista ou a cooperativa que vende à indústria passa de uma operação sem tributo destacado para uma operação tributada.