Foto: Inpasa A expansão dos biocombustíveis no Brasil deve provocar mudanças que vão além do mercado de energia. O crescimento do etanol de milho e do biodiesel tende a ampliar a oferta de ingredientes para alimentação animal e pode reforçar uma das principais vantagens competitivas do país na produção de carne bovina, suína e de frango. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News!

A avaliação consta de relatório divulgado pelo RaboResearch, do Rabobank. Segundo o estudo, o Brasil passa por uma transformação marcada pela expansão dos biocombustíveis, pelo aumento da produtividade agrícola e pelo maior processamento de grãos dentro do país. O resultado é uma oferta mais ampla e diversificada de matérias-primas para rações.

Historicamente concentrada em milho e farelo de soja, a alimentação animal brasileira começa a incorporar em maior escala alternativas como DDGS, coproduto da fabricação de etanol de milho, e sorgo. A mudança é especialmente importante porque a alimentação representa a maior parcela dos custos de produção das principais proteínas animais. Biodiesel pode aumentar oferta de farelo de soja Um dos movimentos analisados pelo Rabobank é o avanço do biodiesel.

A Lei do Combustível do Futuro prevê que a mistura obrigatória do biocombustível ao diesel alcance 20% até 2030. Embora o RaboResearch considere que possam ocorrer atrasos na implementação do cronograma, a expectativa é de continuidade da expansão.