Boicote de 12 países a assentamentos israelenses na Cisjordânia deve levar Netanyahu a recalcular retaliações

O governo de Israel se vê forçado a reconsiderar sua estratégia após o Reino Unido e 11 países europeus e o Canadá imporem sanções a assentamentos na Cisjordânia. As justificativas abrangeram expressões duras como 'limpeza étnica' de palestinos e críticas à 'vista grossa' de Israel diante da violência de colonos extremistas.

Impacto político e retaliações

O impacto das sanções para Israel é mais político e menos econômico, já que apenas 5% das exportações israelenses provêm das colônias. Em busca de um sétimo mandato, Netanyahu luta para manter unida sua base de pequenos partidos radicais, a pouco mais de um mês das eleições.

Netanyahu se fiava na falta de consenso na União Europeia para aplicar sanções que proibissem a importação de produtos de assentamentos. No entanto, a recente mudança de governo no Reino Unido resultou em um tom mais firme em relação à onda de violência de colonos contra aldeias palestinas.

Retaliações e perspectivas eleitorais

O governo israelense revidou o que chamou de 'mentiras ultrajantes' de Miliband, com medidas retaliatórias, como o fechamento do consulado britânico em Jerusalém e a proibição da entrada em Israel de 12 parlamentares e ativistas britânicos. No entanto, a adesão em bloco de outros 11 países obrigará Netanyahu a recalcular esta estratégia.