Superquarta: Brasil corta juros, EUA sobe

Nesta 'Superquarta', os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos tomaram decisões divergentes sobre juros. Enquanto o Copom cortou a taxa Selic de 14% para 13,75%, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.

O Fed elevou os juros em resposta à inflação persistente e à atividade econômica decrescente. No Brasil, a inflação em 12 meses está em 4,22%, abaixo da meta do BC, e a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre, decelerando em comparação com o trimestre anterior.

Impacto no bolso

A decisão do Fed pode afetar o cotidiano do brasileiro por diferentes caminhos. O câmbio e o crédito são dois dos principais.

Um dólar estruturalmente mais pressionado encarece importados e insumos, levando semanas ou meses para refletir na prateleira. Além disso, juros altos lá fora reduzem o espaço para o Banco Central cortar a Selic, potencialmente mantendo os juros do crédito mais altos por mais tempo.

Outros caminhos incluem a inflação e a atividade econômica, que podem ser influenciados pelas decisões dos bancos centrais.