A chamada ‘Superquarta’ desta semana teve uma particularidade: os dois principais bancos centrais caminharam em sentidos opostos nos juros. No Brasil, o Copom cortou a taxa Selic de 14% para 13,75%, enquanto nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) aumentou os juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
Por que o Fed decidiu elevar os juros?
O aumento dos juros nos EUA foi motivado pela persistência da inflação, que está em 3,4% ao ano, além da atividade econômica que perdeu fôlego. O petróleo também subiu para mais de US$ 100 o barril, reforçando as expectativas de alta dos juros.
Como essas decisões afetam o brasileiro?
A decisão do Fed pode chegar ao Brasil por diferentes caminhos, mas dois deles afetam mais diretamente o dia a dia: o dólar e o crédito. O efeito sobre a vida concreta do brasileiro é mais lento e vem por vias indiretas. Um dólar estruturalmente mais pressionado encarece importados e insumos, o que leva semanas a meses para chegar à prateleira. Além disso, juros altos lá fora reduzem o espaço para o Banco Central cortar a Selic aqui, o que pode manter o financiamento da casa própria e empréstimos caros por mais tempo.
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