O primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrenta um teste político significativo após decidir suspender negociações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e recusar um acordo que parecia em vias de ser concluído.
Decisão de recusar acordo
Carney afirmou que as exigências do governo norte-americano foram excessivas e que a proposta apresentada era insuficiente. Ele acusou os EUA de terem realizado uma "manobra de poder" no último momento, dizendo que o país foi atacado e que a disputa já entra na categoria de guerra.
Impacto econômico e reação nacional
Após a decisão, o setor de comércio entre os dois países enfrentará pressões crescentes. O Canadá exporta cerca de 70% de suas mercadorias para os EUA, e estados como Michigan, Kentucky, Indiana e Ohio estão especialmente expostos.
Os dados mostram que as exportações de vinho dos EUA para o Canadá caíram 78% no ano passado, gerando perda de US$ 357 milhões. A Associação dos Fabricantes de Bebidas dos EUA registrou queda superior a 70% nas exportações de espíritos.
Em resposta, muitos estados canadenses retiraram produtos americanos dos seus mercados. O governo canadense informou que as províncias estão unidas na posição, com o prefeito de British Columbia, David Eby, afirmando compromisso com o projeto nacional.
Uma pesquisa da Abacus Data aponta que 36% dos canadenses apoiam retaliar às tarifas dos EUA. O levantamento do Leger indica que 56% querem que o governo adote uma postura firme, sem concessões.
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